I'm always with you

by - dezembro 14, 2018


Em Março deste ano, fiz uma publicação chamada Crónicas de um Coração Viajante || Apresentação, onde fiz uma espécie de sneak-peek do aí vinha. Vou relembrar:

"Tenho o bichinho das viagens a correr-me pelo sangue e se estiver muito tempo sem viajar é como se a minha vida ficasse cinzenta.
Trago memórias de todas as viagens que fiz sozinha ou acompanhada e, curiosamente, na maior parte delas há sempre uma (ou algumas) figura(s) masculina(s) que me aborda(m).

Os familiares e amigos que ficam a conhecer estas minhas histórias dizem que quebro corações por todos os locais onde passo.

Será verdade?"

A ideia era começar a partilhar com vocês essas histórias (prometo que as hei-de trazer) mas o tempo foi passando e acabei por não partilhar nenhuma... até hoje. A primeira coisa que dei conta quando fui buscar essa publicação de Março foi na imagem que utilizei, capa que será utilizada sempre que partilhar com vocês essas crónicas. Eu, virada para o mar numa posição de alguém que está à espera de alguém. Curiosamente, o que vos trago hoje é a minha história com um US Navy.


Ele tinha acabado de chegar a Reykjavík quando fiz match com ele no tinder (aquele vocabulário específico da app). Como já era tarde e tanto ele como eu tínhamos de ir dormir, ficou combinado que ele me mandava mensagem no dia a seguir. Eu estava de folga e tinha ido até ao centro da cidade e, quando eu estava certa de que ele não ia dizer nada, recebo uma mensagem: "Hey, onde estás? Hoje vim com os meus battle buddies até ao centro, estou no The Drunk Rabbit". Eu tinha acabado de pedir uns crepes de nutella e um chocolate quente num café a cem metros daquele bar. Respondi a dizer onde estava e passado cinco minutos ele estava sentado à minha frente. Nunca pensei que ele fosse ter comigo.

Demos-nos bem logo desde início e eu percebi isso pela forma como eu falava inglês tão fluentemente (sinal de que estou à vontade). Depois de ter acabado de lanchar, fui mostrar-lhe um pouco a capital islandesa e nunca houve momentos mortos. Falámos de Portugal, da América, da Islândia, de guerras, de política, de emprego, da família e amigos, de banalidades da vida.

O tempo esgotou rápido e eu tinha de voltar para casa. Ficou prometido que estaríamos juntos novamente e o último dia que estive com ele foi na véspera de eles irem embora pois a missão ainda só ia a meio. Nesse dia conheci os battle buddies dele, dois rapazes super simples e afáveis que, juntamente com ele, me fizeram mudar um pouco a ideia que eu tinha da América ainda sem a conhecer. Um deles falou-me do filho pequeno que já não via há cinco meses, o outro contou-me que a família dele é Hamish e quando ele decidiu deixar de ser Hamish e ingressar na Navy, a família deixou de lhe falar.

A certa altura, estávamos os quatro no bar, quando ele me diz para ir com ele até à rua pois tinha umas coisas para me dar. Como eu não consegui fazer uma visita ao navio deles, ele trouxe-me algumas lembranças e a última foi a que mais me tocou. Ofereceu-me uma pequena medalha que, como ele depois voltou a dizer por mensagem, "is a special coin given to us for our service to give to someone special so they know that despite me being at sea, I´m always with you".

Há pessoas que aparecem nas nossas vidas e que deixam uma marca tão forte!

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2 coments

  1. Aii derreti a ler isto, que história tão bonita! Adoro acompanhar-te e tu partilhas as coisas de uma forma tão informal e pessoal, amo de coração :)

    Que venham mais aventuras!

    Um beijinho,
    https://www.healthyfoodandme.com/

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  2. Oh, adorei esta história! So cute ^^ Espero que partilhes mais! :)

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