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Meraki

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A dez minutos de Palmeira fica a Buracona e o Olho d'Água. São dos lugares mais belos da Ilha do Sal, onde nada ali é árido. A Buracona é uma piscina natural que se formou numa rocha vulcânica com a ajuda força do mar mas tem os seus truques. Para além de ser aconselhado andar de sapatilhas pois tudo ali é escorregadio, se a ideia é saltar para a piscina é preciso saber como saltar. Em todo o redor da piscina natural existem espécies marinhas venenosas que é de evitar tocar e por isso, ao saltar, tem de ser mais para o meio possível e manter-se pelo meio até sair da piscina. Os mais corajosos saltaram mas eu e mais uns colegas preferimos jogar pelo seguro e ficámos apenas a ver.


Mesmo ao lado da Buracona, está o Olho d'Água, um tesouro e uma verdadeira relíquia da natureza. O Olho d'Água não é nada mais nada menos do que uma espécie de caverna sub-aquática com muitos metros de profundidade que, a determinada hora e quando existem raios solares, forma-se um olho azul clarinho completamente hipnotizante. No entanto, não é ideal para quem sofre de vertigens pois para conseguirmos ver bem o Olho d'Água temos de desafiar alguns medos, aproximando-nos ao máximo da aberta da rocha que não está protegida, e depois é preciso inclinar-nos um pouco para conseguir ver bem aquele fenómeno. Digo-vos, aquele azul é algo estonteante.



Depois de termos tido contacto com belezas naturais como estas, fomos para o deserto. Sabem aquela história que toda a gente conta de quem anda no deserto e tem sede começa a ver água lá ao fundo e então vai até lá mas acaba por nunca chegar até à água? Pois eu agora percebo! Passámos pelo deserto de jipe e não vimos nem uma pequena poça com água mas, quando chegámos a uma zona onde havia um pequeno bar (vejam lá, um bar no meio do deserto!), o guia pediu-nos para olharmos para o horizonte numa determinada direcção.


Não demorou muito até começar a ver a tão famosa miragem! Água! Água lá ao bem ao longe. Eu tentei tirar fotografias com alguma qualidade de maneira a que a miragem fosse captada. Como eu só tenho a câmara fotográfica do meu telemóvel também não posso pedir muito mas eu acho que se olharem bem para as duas próximas fotos, conseguem vê-la!


Nem imaginam o quanto eu estou chateada por me aperceber que perdi algumas fotografias que tirei na lha do Sal, em momentos super fixes como estar a poucos metros de tubarões e de boiar nas Salinas. Não tendo fotografias, fico-me apenas pelas histórias.

- A história dos tubarões: até podem achar que é mentira mas não é. Juro que estive a poucos metros de tubarões e apesar de estar a tremar como varas verdes foi a primeira vez que consegui ver tubarões. Digo a brincar que aqueles eram inofensivos porque conforme a gente se aproxima, eles afastavam-se. Para chegar até eles, temos de calçar umas crocs, entrar dentro de água e ter muito cuidado para não pisar uma família completa de ouriços do mar. Depois, paramos numa zona onde só há areia e à frente de nós começamos a ver umas barbatanas. O bom português quer é começar a tirar fotografias e dizer bem alto "olha aliiii", mas foi-nos dito para evitarmos fazer barulho e não nos mexermos, como é óbvio! Os tubarões não saíam da sua zona e o guia explicou que onde eles estavam a água estava mais quente e onde nós estávamos estava mais fria. Estivemos poucos minutos ali, mas foi uma experiência que guardo com toda a alegria.

- A história das Salinas: por alguma razão se chama Ilha do Sal. A entrada para as Salinas custa 5€ e para além de podermos ver como são, podemos entrar dentro de uma delas e ficar ali a boiar um pouco. A concentração de sal é tanta que assim que entrei dentro de água, boiei. Por mais força que eu fizesse às pernas para tentar por-me de pé, era impossível. Claro que todos os pequeninos cortes que eu tinha, começaram a arder mas assim também ficaram desinfectados. Tinha um colega no grupo que não queria entrar porque não sabia nadar mas lá o convencemos que ali não era preciso mesmo saber nadar e entrou. Deviam ter visto a cara de felicidade dele. Assim que saí da água e o meu corpo começou a secar, o sal agarrou-se à pele e de repente fiquei ainda mais branca mas brilhante. Depois desta experiência eu queria era tomar um duche para tirar todo aquele sal de mim.
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A primeira ilha visitada foi a Ilha do Sal. Uma ilha pequena, com pouca vegetação e terrenos pouco férteis mas nem tudo é castanho nesta ilha e também nem tudo é regime de tudo incluído. A Ilha do Sal tem alguns lugares que eu tive a oportunidade de conhecer que me fascinaram pela sua beleza natural. Outros, pela experiência em si, como estar a poucos metros de tubarões!

Começamos pela Baía da Murdeira, uma reserva natural que é protegida ao máximo devido à preocupação em conservar o seu ecossistema submarinos e protecção do habitat de algumas aves marinhares como guinchos e rabo-de-juncos. Ao longe, temos o Monte do Leão que, a quem lá for, consegue ter uma perspectiva bem diferente da Ilha do Sal. O Monte do Leão é também chamado Monte dos Sportinguistas (e quando isto se soube, ouviu-se automaticamente um "Viv'ó Sporting" com toda a garra pois não é todos os dias que vamos a um destino diferente e vemos um Monte que é uma homenagem a todos os sportinguistas). Na Baía da Murdeira existem poucas casas mas, as que existem custam uma fortuna e todas elas pertencem a estrangeiros e servem para casa de férias mas atenção que aqui é proibido fazer praia por isso, aos que vivem aqui, têm sempre de ir para Santa Maria, por exemplo.


Deixámos uma beleza natural para darmos de caras com a extrema pobreza de Espargos, capital da ilha. Dizem ter quase oito mil habitantes e eu pergunto-me como é que é possível pois aquela zona é pequena! Imagino famílias enormes a viver em cada uma daquelas casas e barracas sem condições. Era Domingo quando fomos a Espargos e à hora em que fomos estavam todos na missa pois não se via praticamente ninguém. Senti-me triste ao passar por aquelas ruas de terra batida. Triste por eles e por nós que temos tudo e ainda assim nos queixamos. Os poucos habitantes que estavam na rua e nos viam passar, abordavam-nos sempre com um "bom dia" sem segundas intenções. Muitos têm o pensamento errado de que não podemos falar com os cabo-verdianos pois eles querem sempre alguma coisa mas não é bem assim. Se não queres, dizes que não queres que não insistem mas se não disseres "bom dia", eles ficam mesmo muito chateados. São um povo tão afável que é impossível não lhes dizer nada.


De Espargos a Palmeira é um instantinho. É em Palmeira que encontramos uma estátua em homenagem a todos os pescadores da Ilha pois o peixe é o principal alimento deles mas naquela hora estava fraca a oferta. É também em Palmeira que volta e meia se via uma bandeira do Benfica. Era justo. Os Sportinguistas têm um Monte com o nome deles, Palmeira tem bandeiras e símbolos do Benfica. No entanto, cheguei à conclusão que a maior parte dos cabo-verdianos são benfiquistas pois para além do "bom dia", muitos acrescentavam também "benfica é campeão!".


Palmeira acaba por ter melhor aspecto do que Espargos, se é que pode ser dito assim. As ruas estão mais organizadas, e vê-se muita arte urbana o que dá muito mais cor à vila. Ponto comum entre Espargos e Palmeira é a existência de algumas casas pintadas com cores mais garridas como verde, rosa e azul dando uma imagem mais alegre às localidades.

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Fui a Cabo Verde em contexto de trabalho e confesso que não era um destino ao qual planeava ir tão cedo. No entanto, eu adorei Cabo Verde. Tive a oportunidade de conhecer a Ilha do Sal e a Ilha da Boavista e foi uma viagem que, trabalho à parte, serviu para me abrir os olhos.

É certo que muitos viajam a Cabo Verde para férias, em regime tudo incluído e passam uma semana inteira enfiados num resort 5* de papo para o ar na praia ou sentados no bar da piscina. Felizmente, o reconhecimento que fizemos às duas ilhas foi bem além disso. Conhecemos zonas maravilhosas mas mais do que isso, tivemos um contacto bastante directo com a pobreza que existe em Cabo Verde.

Bastou-me a primeira visita a Espargos, capital da Ilha do Sal, para chegar à conclusão de que nós, portugueses, somos muito mal agradecidos pelo que temos. Saneamento, água potável, luz, comida. Mas andamos sempre muito mal-humorados, com cara de poucos amigos e quando nos perguntam como estamos respondemos sempre um "ah, vai-se andando" enquanto levantamentos os ombros e começamos a contar a chatice que é o nosso primo estar com uma perna partida.

E se tu, que estás a ler, achas que estás muito mal com a vida e que não mereces as dificuldades por que estás a passar, então eu vou partilhar algumas histórias que trouxe de Cabo Verde e depois diz-me se afinal estás assim tão mal:

- Conheci uma mulher que trabalha como Relações Públicas de uma grande cadeia hoteleira que vive e trabalha na Ilha do Sal e tem com ela uma bebé que amamenta. Na Ilha de S. Vicente, tem mais dois filhos que só vê uma a duas vezes por ano (quando consegue ter férias). A juntar a esta mulher, conheci outras mulheres em situações parecidas. Ou seja, os filhos, quando deixam de precisar do leite da mãe ficam com familiares noutras ilhas enquanto as mães vão para o Sal ou Boavista trabalhar no turismo

- O salário mínimo em Cabo Verde ronda os 120€. Claro que há pessoas que ganham mais dependendo da área e do grau académico. Por acaso vês-te a ganhar 120€ por mês em Portugal? Pagam-te 525€ mas ainda assim queixas-te que é difícil (atenção!, não discordo pois também sou apologista de que o salário mínimo devia ser maior tendo em conta o custo de vida em Portugal, a balança devia estar equilibrada e sei que não está)

- Uma renda de casa, ronda os 200€. A água, não sendo potável, é preciso comprar em formato "barril". Já não me recordo bem qual o valor e qual a quantidade de água, mas lembro-me que era um abuso e que a quantidade não chegaria para dar resposta a uma família de quatro pessoas para uma semana. A luz então, vale ouro. Caramba, se ganham 120€/mês e uma renda de casa são 200€... há algo aqui que não está certo!

Exemplos dados, aquilo que mais me impressionou é que apesar de todas as dificuldades que eles têm, são as pessoas mais felizes que alguma vez conheci. Adultos e crianças! Em Portugal, as pessoas queixam-se disto e daquilo, do braço que dói, da doença do vizinho, dos comprimidos que tomam. Nós temos água potável, temos luz, temos gás, temos pelo menos uma casa e temos em média 2 carros por família. Há pessoas a ganharem o salário mínimo e outras a ganharem o triplo disso. E toda a gente se queixa! Toda a gente, sem excepção, incluindo eu. Mas, esta viagem a Cabo Verde fez-me acalmar os queixumes e perceber que bem vistas as coisas eu não estou mal de todo.

E com isto, ficaram com curiosidade para conhecer as belas praias onde os turistas estão ou a praia onde os cabo-verdianos se juntam todos a um Domingo à tarde para saltar o paredão e divertirem-se?
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Em Setembro do ano passado, ofereci um cruzeiro no Douro à minha mãe como presente do seu 50º aniversário. Era algo que ela queria fazer há muito tempo e achei que seria um bonito presente de filha para mãe.

Escolhi o cruzeiro Régua-Barca d'Alva-Régua pois tinham-me dito que é dos cruzeiros mais bonitos de fazer porque é aqui que conseguem ver o verdadeiro Douro Vinhateiro e toda uma natureza estonteante. Não me enganaram.

O cruzeiro tem início no Cais da Régua bem cedinho mas não se preocupem que é servido um pequeno-almoço a bordo pouco tempo depois de o cruzeiro iniciar a sua viagem. Conforme nos vamos afastando da cidade, a paisagem torna-se cada vez mais bela.

Esta viagem foi feita a 21 de Setembro de 2016 e as vindimas já tinham sido realizadas mas de vez em quando ainda víamos ao longe uma ou outra pessoa a escolher os melhores cachos. Entre os socalcos, mas com pouca frequência, podíamos ver os letreiros das caves Ferreira, Sandeman, entre outras.

Como o cruzeiro é de dia inteiro também tivemos direito a um almoço por volta das 13h e a um lanche por volta das 16h30. O almoço estava saboroso, uma bela de uma carne assada com batata assada e arroz. Do meu lado direito ia uma senhora canadiana e à frente dela ia uma amiga dela portuguesa mas falavam entre elas em inglês. Ambas já tinham feito quatro cruzeiros no Douro, todos eles diferentes e um deles foi um cruzeiro de sete noites da Douro Azul que digo-vos, tive a oportunidade de me cruzar com um e consegui dar uma espreitadela aos quartos que tinham as cortinas puxadas para o lado e, sim senhor, haja luxo!

Subimos três barragens e é das coisas mais engraçadas que fiz porque se havia coisa que me fazia um bocado de confusão era isto. Como é que se sobe a barragem de barco? Afinal é uma coisa tão simples mas tão gira de se fazer. A minha mãe adorou pois também era algo que ela tinha curiosidade em perceber como se fazia. Só sabia dizer "olha filha, já viste? Que engraçado. Ai, que eu nunca pensei que fosse assim. Tão giro!".

O nosso destino final foi Barca d'Alva mesmo já no limite com a fronteira espanhola. Uma pequena aldeia  com um café apenas que vive dos turistas que ali chegam de barco. Aqui o cruzeiro pára dez a quinze minutos para as pessoas saírem do barco e poderem conhecer a aldeia. Para voltarmos à Régua, o cruzeiro volta para trás levando-nos ao Pocinho. No cais há um autocarro que nos espera e nos deixa na estação de comboios.

Ficámos meia hora à espera do comboio, o que deu tempo para poder dar uma volta ali perto. Casas e armazéns abandonados, ninguém passava por ali. Naquela meia-hora só se viam as pessoas que tinham feito o cruzeiro connosco. O cafézinho da estação agradeceu.

A viagem de comboio do Pocinho à Régua é fantástica. Infelizmente a noite começa a cair cedo, mas ainda fizemos grande parte do trajecto ao pôr-do-sol e é lindo vê-lo desta forma, com o Rio Douro ao nosso lado.

Aconselho vivamente a todos a fazerem um cruzeiro no Douro. Seja a dois ou em família é um programa digno de um fim de-semana bem passado.

Informações do cruzeiro
Empresa: Rota do Douro
Preço desta rota: 94€ durante a semana e 104€ ao fim-de-semana
Rota:
07h45 Embarque no Cais da Régua 
            Início do Cruzeiro com destino a Barca D’Alva
            Pequeno – almoço servido a bordo 
            Subida da Barragem de Bagaúste (desnível 27 metros) 
            Subida da Barragem da Valeira (desnível 32 metros) 
            Porto de Honra e almoço servido a bordo 
            Subida da Barragem do Pocinho (desnível 20 metros)
            Lanche servido a bordo 
            Chegada a Barca D’Alva 
            Viagem com destino à Régua de comboio
20h30 Chegada à Régua 
            Fim dos serviços da Rota do Douro
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Todos nós temos aquela viagem do coração, aquela viagem que dizemos ser a viagem de uma vida que até aos 30 ou 40 anos que está na nossa to-do list à espera de ser riscada.

Eu tenho uma certa dificuldade em escolher uma viagem apenas. Talvez aquilo que mais me desafiaria seria pegar numa mochila e arrancar só com bilhete de ida para a Ásia em busca de purificar a alma. Mas pensar em fazer o Transiberiano também faz o meu coração palpitar mais rápido, tal como quando penso em um dia fazer um safari seja no Quénia ou no Bostwana. Não contente só com estes planos, também pondero no quanto seria entusiasmante fazer uma roadtrip pela América do Norte, pela Austrália ou pela Islândia. 

Lá no fundo, quer seja uma viagem curta ou uma viagem mais longa, todas as viagens devem ser a viagem de uma vida porque nos moldam de alguma maneira. Ainda não publiquei no blogue a viagem que fiz a Cabo Verde mas foi, até agora, a viagem que mais me marcou pelo contraste de realidades. Em breve conto-vos tudo.
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A nossa viagem estava quase a chegar ao final. Arco do Triunfo, Champs-Élysées, Place de la Concorde e Catedral de Notre-Dame foram os últimos locais onde estivemos.
 
O Arco do Triunfo foi construído em homenagem às vitórias militares de Napoleão Bonaparte e nele podemos encontrar gravados os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Em volta do Arco ligam-se as avenidas Champs-Élysées, Place la Concorde e La Defense. Subimos ao topo do Arco para ter acesso a mais uma vista panorâmica e dali conseguimos ver a Torre Eiffel, e a perfeita criação e ligação das avenidas.
 

Descemos em direcção à avenida Champs-Élysées e sentia-se uma enorme vivacidade. Pessoas de um lado para o outro, umas com mais pressa do que outras, outros parados no meio da avenida a tocar e a alegrar os que por ali passavam. A meio da avenida havia uma exposição da Toyota e antes que o meu irmão dissesse alguma coisa (porque já o conheço e porque achei que seria interessante para ele), entramos e até eu fiquei deliciada com os carros. No piso superior havia um simulador e quem quisesse experimentar podia fazê-lo durante dez minutos. O meu irmão, entusiasmadíssimo, perguntou se podia ir e eu disse que sim. Foram os dez minutos mais felizes para ele, deviam ter visto a cara dele. Já eu andava louca à procura da fnac para comprar o álbum do Matt Pokora até que a encontrámos, entrámos, perdi-me e lá encontrei o que queria mas tive de perguntar a um funcionário porque estava difícil.


Parámos para almoçar num mcdonald's (o único que encontrei em Paris!), e depois de descansar um pouco seguimos a avenida até chegar à Place de La Concorde. Ali ao lado estava uma enorme tenda montada pois era a Paris Fashion Week. Infelizmente não vi nenhuma modelo nem nenhum estilista conhecido mas que realmente andavam a deambular pessoas por aquela zona com um estilo muito próprio, andavam. Dizem que a Place de La Concorde é a segunda maior praça da França sendo que a primeira é a Place des Quinconces, em Bordéus (que também já conheço). Se tiver de comparar, achei a Place des Quinconces e a sua envolvente muito mais bonita.


Terminámos o nosso passeio na Catedral de Notre-Dame. Até lá fomos de metro. Pensámos em entrar dentro da Catedral mas a fila estava enorme e acabámos por ficar cá fora durante algum tempo a observar  Catedral e a vida dos outros. O estilo gótico é um dos meus preferidos o que torna a Catedral ainda mais bela. O tempo estava a ficar escuro e avizinhava-se chuva. Conforme decidimos ir embora, uma concentração de motards passou por ali. Nunca tinha visto tantos motards como ali. O meu irmão ficou parvo e só lhe faltava saltar de alegria. Acredito que este último dia foi o mais interessante para ele.

Terminado o nosso passeio regressámos ao apartamento para preparar as malas e descansar. Ainda assim, não podemos regressar a Portugal sem voltarmos a ver a Torre Eiffel de noite. No fim de tudo, se eu estava com receio de que o meu irmão fosse uma pessoa dificil de lidar durante uma viagem, afinal correu bem e gostei da companhia dele. Em relação a Paris, não é das minhas preferidas mas um dia volto a dar-lhe uma nova oportunidade.

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Ir a Paris e não visitar o Sacre Coeur é um crime. Fica distante do centro mas através de metro, uns metros a pé e um teleférico até ao topo, torna-se um passeio agradável.

O meu irmão ficou encantado com a basílica. Situada no topo de Montmartre, que é o ponto mais alto da cidade, havia uma multidão sentada nas escadas principais até ao Sacre Coeur. Optámos por nos sentar ali um pouco depois de conhecer melhor o Sacre Coeur e darmos a volta ao mesmo. Que construção fantástica da época do românico. Com quatro cúpulas, todas elas adornadas ao mínimo detalhe e com uma cúpula central com oitenta metro de altura, é impossível deixar de olhar para a basílica. Tivemos a oportunidade de espreitar o seu interior mas como estava a decorrer uma missa, apenas nos limitamos a observar os vitrais e a decoração interior. 


Cá fora, e depois de darmos a volta ao Sacre Coeur, fomos para a escadaria e por ali ficámos. Estava um senhor a dar um espectáculo apenas para entreter o público. Dez minutos que se tornaram em vinte e embora ele repetisse tudo, as pessoas continuavam a rir porque a forma como ele se metia com os turistas era divertida.


E a vista para a cidade de Paris? Simplesmente, estupenda.

 
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Depois de chegarmos ao r/c da Torre Eiffel seguimos a nossa caminhada até ao Museu do Louvre. Já sabíamos que não iria dar para entrarmos nesse dia mas como a arte não é o forte do meu irmão também não o ia obrigar a estar dentro de um museu uma ou duas horas. Acabámos por fazer apenas um passeio sempre com o rio Sena do nosso lado direito, e desta forma também podemos observar a vida dos parisienses e dos turistas perdidos pelas ruas da cidade.

Fizemos quatro quilómetros desde a Torre Eiffel, passando pela Pont d'Alma, Pont des Invalides, Pont Alexandre III, Place de la Concorde, Pont des Arts e finalmente o Museu do Louvre. O google maps diz que este trajecto leva a 45 minutos a ser feito mas nós fizemos em mais ou menos uma hora e meia à vontade, sem pressas e com paragens pelo meio mas realmente achámos que iríamos demorar menos tempo.


Ainda assim, Paris está preparada para aqueles que, tal como eu e o meu irmão, decidem caminhar evitando os transportes públicos. Aqueles quatro quilómetros são feitos por uma avenida enorme bastante larga com espaço suficiente para peões e ciclistas. Só a caminhar é que se conhece a cidade e assim acabamos por planear melhor os restantes dias em Paris. Por exemplo, passámos pela Place de la Concorde mas decidimos voltar lá no dia a seguir porque o nosso objectivo ali era ir até ao Museu e depois voltar para o estúdio onde estávamos alojados e fazer umas pequenas compras para os nossos pequenos-almoços e lanches, já que as restantes refeições era feitas na rua. Quanto ao nosso regresso para o estúdio, aí fizemos de metro (tolos mas nem tanto, não iríamos aguentar fazer o trajecto todo a pé para trás).

Acreditem, o primeiro dia foi o nosso pior no que diz respeito a cansaço. Na noite anterior tínhamos ido para o aeroporto, passámos a noite em branco porque os bancos do aeroporto são péssimos, só chegámos a Paris pela hora do almoço, subimos a Torre Eiffel, caminhámos imenso e por isso estávamos mesmo estoirados. Às 21h (hora francesa) já estávamos de pijama prontos para dormir pois o dia a seguir iria ser bem mais comprido e tínhamos de recarregar baterias mas ainda assim fizemos questão de ver a Torre Eiffel à noite.

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Paris é a cidade do amor e por essa razão quando eu disse que ia a Paris com o meu irmão o pessoal torceu o nariz. "Com o teu irmão?", perguntavam amigos e familiares. Esta viagem aconteceu em Outubro de 2016, mas era para ter sido em Dezembro de 2015 em que eu e o meu irmão íamos a Paris para conhecer a cidade e assistir a um concerto. Azar dos azares, ficámos os dois doentes e não fomos. Entre activar seguro de viagem, contactar com hotel e com a companhia área, lá consegui reaver praticamente tudo e mais um voucher no valor total do bilhete de avião para utilizar no prazo de um ano (até poderia dizer qual é a companhia área mas acredito que depois há almas invejosas que vão dizem que não acontece a mais ninguém e estamos a falar de uma low-cost).


Descontente com o sucedido em Dezembro 2015, era certinho que eu o meu irmão iríamos a Paris em 2016. Marquei a data e depois foi apenas torcer para que nada de mal nos acontecesse outra vez. Felizmente, correu tudo bem! Foi uma viagem curta, de 1 a 3 de Outubro, mas foi muito bem aproveitada.
 
Partimos do Porto super cedo mas só chegámos ao centro de Paris por volta das 14h. Adianto desde já que, por mais barato que seja, o aeroporto de Beauvais é uma cruz para mim pelo simples facto de realmente ficar longe de Paris (mas isto eu já sabia).


Assim que deixámos as malas no estúdio que reservámos através da booking.com e demos início à nossa caminhada. Almoço, em primeiro lugar. Foi uma aventura encontrar algo dentro do nosso budget e como estava mesmo difícil e estávamos mesmo a morrer de fome acabámos por entrar num restaurante super chique. pedimos uma pizza para os dois e duas coca-colas. Só as bebidas custaram 4€ cada uma e foram servidas num copo de vidro. Quanto à pizza fiz questão de saber se era grande e dava para dividir pelos dois porque a mais barata custava 15€. 


Após o almoço, fomos em direcção à Torre Eiffel. São 300 metros de puro ferro que está aberto ao públicos em três pisos. Do primeiro ao segundo andar podemos subir de elevador ou de escadas e do segundo para o terceiro andar só dá de elevador. Fotografias da praxe tiradas, entrámos e pagámos o bilhete para subir as escadas. Custou 7€ cada um porque escolhemos ir só até ao segundo piso. Eu e o meu irmão, malucos e a achar que éramos super-heróis, achámos que não era assim tão complicado subir a Torre Eiffel. 704 degraus. Assim que chegámos ao primeiro andar da Torre já não sentia as pernas devido às 300 escadas que subimos para ali chegar mas aquela vista maravilhosa fez-me esquecer isso. É estonteante dar a volta à Torre e ver a cidade de Paris como eu, o meu irmão e muitos outros estavam a ver. O dia estava solarengo q.b. o que ajudou bastante.


Do primeiro para o segundo andar ainda tivemos que subir mais 404 escadas. Chegámos e aí é que percebemos o quão pequeninas eram pessoas lá em baixo. Decidimos ficar um pouco por ali, a absorver tudo o que estávamos a ver e a planear o nosso trajecto a partir dali. As nossas pernas já tremiam por todo o lado mas estávamos felizes por termos sido bem sucedidos neste desafio. Além disso, podemos sempre parar um pouco durante a subida pela Torre e olhar para a cidade entre aquele ferro todo e acreditem que olhando bem para a Torre do seu interior, é impossível não ficar de boca aberta.


A nossa visita à Torre Eiffel estava feita. Subida feita com sucesso e agora faltava descer, que custa ainda mais! Juro que não sei como saí dali viva mas foi uma experiência que um dia irei voltar a repetir!

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A principal razão da minha ida a Bordéus não foi o interesse em conhecer a cidade. Na verdade, eu escolhi a cidade de Bordéus para assistir, finalmente, a um concerto do meu cantor preferido - M. Pokora. Nascido em Estrasburgo, faz parte da minha vida há dez anos. Eu pareço uma belieber mas em versão francesa e com mais moderação.
 
Sempre foi um sonho e objectivo meu e estive a poucos dias de concretizar isso em Dezembro de 2015 só que fiquei doente e não consegui ir. Prometi a mim mesmo que assim que ele lançasse a nova tour, eu iria comprar logo o bilhete para a cidade que eu na altura achasse melhor. E desta vez, iria.
 

Em Julho de 2016 foi publicado calendário da tour My Way até Junho. Analisei os fins de semana e ponderei bem quanto à cidade. Tinha de ser um sitio fácil de chegar e de preferência que os voos fossem baratos e eu pudesse ir num dia e regressar no outro. Bordéus, dia 11 de Março de 2017, foi a escolha.

Vi o preços dos voos, achei acessíveis, mas antes de comprar os voos, comprei logo o bilhete para o concerto. Lá bem à frente. Queria puder vê-lo bem perto nesse dia! Só depois é que fiz a reserva dos voos e do hotel. Uma viagem que me ficou a 200€ (voos directos de Lisboa, hotel e bilhete do concerto).


No sábado fui para o sala de espectáculos às 19:00. O concerto estava marcado para as 20:30 mas achei melhor ir mais cedo e ainda bem que o fiz que a fila já estava bem grande mas, para minha surpresa, quando se abrem as portas, todas as pessoas caminham educadamente sem grandes pressas e chegam aos lugares que, para minha surpresa, estavam marcados. Enquanto esperava pelo início do concerto, estive sentada no lugar 31 (fila 3, lugar 1). Estava a pouco mais de uns 10 metros (ou menos) de distância do palco.

Assim que o concerto começa, toda a sala do Bordéus Patinoire se levanta, grita, assobia, bate palmas ainda sem o M. Pokora aparecer. Assim que se começa a ouvir dele e lá de trás aparece ele, o meu coração disparou. Foi das melhores sensações que eu já vivi.

Passei uma hora e meia a sorrir, a cantar, a gritar. Oh, como fui tão feliz nessa noite! Comprovei que a voz dele nos álbuns é exactamente igual ao vivo. Se eu estava com medo de ficar decepcionada, quando o ouvi tudo se dissipou porque naquele momento fiquei ainda mais fã dele.

Relativamente ao concerto em si, cores, luzes, roupa. Tudo. Tudo estava em perfeita sintonia. Dos melhores concertos que assisti. Ele faz realmente um grande espectáculo.

Vivi num sonho durante uma hora e meia. Quando o concerto acabei pensei "oh não, por favor, só mas uma vez". Regressei ao hotel felicíssima e depois de ter escolhido a fotografia que iria publicar no instagram e facebook e comecei a escrever uma pequena "descrição", as lágrimas caíram-me. Lágrimas de felicidade. Caí na real. Eu estava em Bordéus e acabei de ver o M. Pokora! Deixo aqui o texto que escrevi nessa noite, todo ele repleto de lágrimas:

"Ninguém, que seja português, o conhece e ninguém entende como é que eu gosto tanto dele. Não se explica, sente-se verdadeiramente. Sempre disse que um dia tinha de assistir a um concerto do Matt Pokora, e há ano e meio estive perto mas quando aqueles que me rodeavam diziam que era louca e me perguntavam se eu era mesmo capaz de ir ao estrangeiro por causa de um concerto de alguém que só é conhecido em países francófonos, eu dizia que sim e nunca perdi a esperança. Hoje fui louca, corajosa, aventureira, sonhadora. Hoje fui tudo aquilo que me define."
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Mesmo com a chuva decidi fazer parte da população e caminhar pela margem do rio fora. Desde a Cité du Vin até à Quai des Marques são cerca de 400 metros. Da Quai des Marques até à Pont de Pierre são quase 6 quilómetros. Mas atenção a Quai des Marques não tem esse comprimento todo, eu diria que tem cerca de 1 quilómetro.
 
Eram 10h00 quando comecei a caminhada e aos poucos começaram a aparecer pessoas a caminhar e passear os cães, pessoas a andar de patins em linhas, outras a fazer jogging e outras a andar de bicicleta. Pequeno e graúdos. Todos. Eu optei por caminhar a passo lento, para absorver tudo o que passava por mim. À chuva.
 

A Quai des Marques é a zona comercial, onde há lojas, bares e restaurantes. Se eu tivesse ficado lá durante a tarde e se estivesse sol tenho a certeza que iria ver toda esta avenida repleta de pessoas. Imaginei-me ali com os meus amigos e foi delicioso só de pensar na maravilhosa tarde de Domingo que eu poderia ter.

Para aqueles que realmente gostam de fazer caminhas, jogging ou andar de bicicleta é sem dúvida o melhor ponto de partida ou até mesmo de chegada. Fiquei apaixonada.

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Sou a Cátia, tenho 27 anos e vivo na Islândia.

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