Bem-vindos a Reykjavík

by - janeiro 18, 2019


Quando a momondo lançou o desafio para falar sobre a minha cidade, fiquei na dúvida se haveria de falar de Viseu ou de Reykjavík. Se por um lado Viseu foi a cidade onde nasci e cresci, Reykjavík é a minha nova casa desde o fim de Setembro do ano passado. Por isso, para mim, faz todo o sentido eu abrir a porta e receber-vos em Reykjavík. Vamos lá?

COMO DIZER O NOME DA CIDADE?
Antes de mais, é preciso saber pronunciar correctamente o nome da capital islandesa. Escreve-se Reykjavík e lê-se "Reiquiávique". O J lê-se I, e o erro mais comum é lermos o J como J e dizemos: "Reiquejávique". Nope. Está errado. Outro erro que também se comete é lermos o K como o nosso CH mas com um T atrás e dizemos "Reiquejávitche". Jesus, não! Agora repitam cinco vezes comigo: Reiquiávique, Reiquiávique, Reiquiávique, Reiquiávique, Reiquiávique. Agora sim, estamos prontos.

COMO CHEGAR:
A Islândia tem um aeroporto internacional e esse fica em Keflavík (KEF). Daí até a Reykjavík são cerca de 40 minutos e as únicas ligações possíveis é transfer, rent-a-car e táxi. Quando estiverem a procurar voos para Reykjavík não coloquem o nome da capital (REK) pois isso vai dar-vos opções com o aeroporto doméstico que existe, de facto, aqui na cidade mas apenas é utilizado para voos domésticos e voos até às Ilhas Faroé e Gronelândia e se procuram por REK vai dar-vos escalas (caríssimas e escusadas) de KEF para REK.

PRIMEIRO "UAU":
Quando chegam a Reykjavík, vão perceber que é uma cidade organizada, limpa e mais movimentada do que estariam à espera. Posso dizer que é uma cidade plana e bastante fácil de se andar, os prédios mais altos que se vêm no centro da cidade são essencialmente empresas e hotéis. Para mim, o mais bonito da cidade é a vista que temos para o monte Esja e então quando está céu limpo e vemos a montanha cheia de neve, é a coisa mais linda de sempre! 

O QUE VISITAR:
A cidade vê-se bem num dia e existem pontos importantes a nível cultural e histórico que não podem faltar na vossa checklist. São eles:

1. Hallgrímskirkja - esta é a principal igreja de Reykjavík. Com cerca de 75 metros torna-se muito complicado colocá-la numa fotografia sem cortar parte dela mas que é linda, isso é! O exterior da igreja representa o movimento da lava mas há quem também diga que foi inspirada no enorme Orgão que está dentro da igreja. É possível ir até ao topo da igreja de onde têm uma vista panorâmica incrível da cidade.


2. Harpa - é um centro cultural e social que capta muitos turistas pela sua estrutura em vidro e há sempre efeitos de luzes que podem representar uma data especial, auroras boreais ou, como já aconteceu, a bandeira islandesa.


3. Höfði - uma casa que passa tantas vezes despercebida mas foi aqui que Ronald Reagan e Mikhail Gorbatchov se reuniram, marcando o primeiro grande passo para o fim da Guerra Fria. Não sei se é possível entrar nesta casa, sempre que lá vou não vejo ninguém, mas o jardim e a vista para o monte Esja valem muito a pena.


4. Sun Voyageur  - o primeiro pensamento que temos é que se trata de uma homenagem aos vikings e à primeira fonte de rendimento dos islandeses durante muitos anos: peixe. Para o escultor que criou este barco, Jón Gunnar, trata-se de um sonho, uma ode ao sol simbolizando luz e esperança. Para se perceber melhor isto, é necessário referir que Jón morreu em  1989 de leucemia e já lutava contra a doença quando começou a construir o Sun Voyageur.


5. Old Harbour - antigamente utilizado como porto para barcos de pesca e como porta de entrada para Reykjavík, a cidade cresceu a partir daqui. Actualmente é de onde partem as tours feitas de barco e as casinhas existentes no Old Harbour são restaurantes e cafés. Existe um cafézinho aqui super cosy, Reykjavík Röst. É tão fácil ir para lá e ficar a olhar pela janela perdida nos pensamentos.

ONDE COMER  E SOCIALIZAR:
Se quiserem comer um bifinho mesmo saboroso, aconselho o restaurante do Kex Hostel ou o Kröst, situado no Hlemmur Mathöll. Se depois estão na onda de ir beber algo, então o mais turístico é o Lebowski bar e para terminar a noite, a ida é para o B5 ou para o Austur. No entanto, para bar também recomendo o Kex Hostel, tem um ambiente super porreiro, gosto imenso de lá ir.

ONDE DORMIR:
O alojamento em Reykjavík é caro por isso, a melhor opção é airbnb ou hostel. Hotéis é mesmo para quem pode. No entanto, os hostéis são opções baratas e bastante confortáveis e, acreditem, existem uns que não têm aspecto de hostel.

ONDE FAZER COMPRAS:
Por compras entendam os típicos souvenirs. A Laugavegur é a rua principal de Reykjavík e em todo o seu comprimento devem encontrar mais de dez lojas com souvenirs. Opções não vos falta.

Reykjavík não só é a cidade onde vivo como também é a minha casa. Sejam bem-vindos.

Também Podes Gostar De

1 coments

  1. Olaaa x
    Quero visitar a Islandia, talvez em 2020 de para ir. Se Reykjavik se ve em um dia, o que aconselhas visitar se passar uns 4/5 dias na Islandia ? Talvez outra cidade? Luzes do Norte? O que achas? :)

    ResponderEliminar